A análise teve como base três etapas da vida (infância: 4-5 anos, escolar: 17-18 anos e mercado de trabalho: 23-24 anos) de duas gerações, a de nascidos entre 1977-78 e outra composta por pessoas que nasceram entre 1987-88. Os dados foram retirados da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e do Censo Demográfico do IBGE.

A pesquisa cruzou as notas obtidas com o SAEB, exame aplicado na quarta e oitava séries do ensino fundamental e na terceira série do ensino médio, que procura avaliar os conhecimentos de língua portuguesa e matemática, com os dados profissionais da vida adulta e indicou que, em média, alunos que possuíram notas 10% maiores em matemática chegaram a receber salários até 4,6% mais altos.
Já para estudantes que tiveram desempenho até 10% maior em português, em média o salário aumenta em até 5%.
O estudo, entretanto, não considera possíveis incrementos que o profissional possa ter ganho por cursar nível superior ou aqueles advindos de raça ou sexo. A conclusão da análise é obtida através do cálculo da média salarial e do impacto das notas obtidas na escola, após 5 anos de conclusão do ensino médio e aponta que há essa relação entre desenvolvimento na fase escolar e melhores remunerações na vida profissional.
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